No extenso caldeirão da rede tudo se mistura, de forma que a origem dos diferentes ingredientes é indistinguível. Anúncio publicado pelo Google Ad Services. Com o “leitor acrítico e molengo” não desejo afearle a conduta a ninguém em particular, ou a nenhum grupo específico, em geral.
Todos, em algum momento, desejamos ser leitores acríticos e vagabundos. Mas me chama a atenção o caso do Twitter. Quase diariamente, quando ele publicou o titular de um de meus posts vinculando-a ao texto, me encontro com respostas ao titular do post. Isto é, pessoas que não se deu ao serviço, nem ao menos pensa fazê-lo, em ler o postagem, e que simplesmente publique tweets revendo o que diz o titular.
diversas vezes, além dessas respostas tentam ser engraçadas ou criativas, e sendo assim eu me pergunto o que tem Twitter que foi feito do graciosismo uma maneira de vida on-line. Evidentemente, inexistência profundidade: leitura, percepção, reflexão. É A isto que me refiro com o leitor molengo. Mas, por outro lado, está a ausência de ferramentas para a geração de um juízo crítico. Um modelo offline aplicável online: solo, evitar expor com os meus amigos de tópicos relacionados com a diferença entre ciência e pseudociência.
Como eu falou neste local algumas vezes, não tenho vocação de martelo dos hereges, e não almejo ofender ninguém com esta frase; qualquer um tem o teu papel pela existência. Eu cresci nos anos 80 (no que se menciona à mudança pra maturidade). Mas quando qualquer comparsa menciona tal ou qual farsa dando-lhe um ar de veracidade (homeopatia, os perigos das vacinas e dos transgênicos, etc.), não tenho mais medicamento que, como dizia Woody Allen, introduzir um termo nesta condição. E, várias vezes, isso acontece: depois de explicar, evitando ser sem dúvida petulante, que é a homeopatia e por que não serve para nada, talvez o meu companheiro responde a minha explicação iniciando com esta fórmula: “ora, eu imagino que…”.
E deste modo me vêm à mente daqueles vídeos, parodiadas em Aterra como puder, em que um piloto experiente fornece instruções por rádio a um passageiro pra pousar o avião: “mova a alavanca pra baixo…”. Como responderia logo depois, o passageiro: bem, não tenho dúvida que é melhor movê-la para cima? É manifestar: quando explico o que é a homeopatia e por que não serve, não estou falando; eu estou revelando detalhes.
Não tenho motivo para imaginar que as minhas considerações devam ser mais dignas de consideração que as de qualquer outro. Mas, é claro, a circunstância poderá tornar-se desagradável, e esse é o porquê pelo o que eu tento impedir este tipo de conversas com meus amigos. Porque, e contra a visão simplista, a luta contra as pseudociencias NÃO é (apenas) uma dúvida de educação.
Sim, eu posso oferecer um exemplo pessoal; mas, repito na enésima vez: é o que dizem os especialistas, que não contam casos pessoais, entretanto que estudam amplas amostras de população e recolher conclusões gerais e generalizables. Não, não é a última da Disney. Para as pessoas que não o conheça, isto de fato é um livro que os adultos compram, leem e vários acreditam, e cuja pretendida eficiência foi demonstrada (naturalmente) com uma infinidade de testemunhos dos convertidos à secretología ou como se chame.
- Samuel Fernendez diz
- Projetor de TRC **
- 172 Proposta de eliminação em Usuário:Gaeddal/Gaeddal a toda a hora tem desculpa
- O editor visual neste momento tem suporte para caracteres gregos clássicos. [74]
- Cheyenne Bitware (dos e Windows)
É a versão New Age do clássico “seja ótimo e Deus te recompensará; seja mau e Deus te castigará”. É a religião pros não-religiosos, ou os desengañados com as religiões habituais. Parece que a humanidade ainda não tenha acumulado evidências suficientes de que, nem carmas, nem sequer picles em salmoura; se há alguém que castiga os maus, como é muito da legalidade vigente, e depende.
Os sinais do crescimento do movimento anti-ilustração chegam a extremos que nos teriam parecido inconcebíveis há somente alguns anos. Ultimamente, vem se dizendo bastante do ressurgimento da idéia de que a Terra é plana, apoiada por muitas chamadas celebridades. Hoje almejo mencionar outro sinal mais do que esse auge do movimento anti-iluminismo, e é uma súbita e insólita invasão de pseudociencias dos anúncios do Google que destacam diversas páginas, incluindo esta que vocês estão visualizando.
Costumam dizer que os anúncios adaptam-se de acordo com os históricos de navegação; todavia, se um algoritmo realmente deduziu meu perfil qualquer tipo de interesse em pseudociencias, necessitam conceder o prêmio para a Inteligência Artificial, Menos Inteligente. Não só a maior parte de minha navegação move-se em páginas de ciência por dúvidas de serviço, no entanto que nem ao menos solo ocupar-me frequentemente de pseudociencias, como sabem os leitores deste blog.
